Ilusão de Ótica: Fenômeno óptico causado por deficiências naturais da visão ou, no caso das miragens, pela refração e reflexão da luz. O observador tem uma idéia falsa do objeto ou de sua posição e situação em relação a outros.
Os efeitos de ilusões que este site contém são extremamente interessantes, e revelam quão necessário é o seu sistema visual. Uma seleções das melhores e mais interessantes ilusões de ótica. Nem sempre o que você vê é o que você pensa que é! Engano da visão ou da mente, que faz tomar uma imagem por outra.
Em alguns casos os constrangimentos por interpretar uma cena ou movimento é ambíguo. Seu sistema visual interpreta a cena em mais de um modo. Embora a imagem em sua retina permaneça constante, você nunca vê uma mistura estranha das duas percepções.
As ilusões são interpretações falsas da realidade e podem ser visuais, auditivas, táteis, gustativas, olfativas... Inúmeras ilusões nunca foram suficientemente explicadas, porém algumas delas se devem à incapacidade do observador em isolar as variáveis particulares a serem consideradas. Algumas ilusões trabalham exatamente no fato de sermos juntamente com os macacos os únicos seres que percebem a noção de profundidade ou seja enxergamos os objetos em 3D, largura, altura e profundidade; uma das explicações para este fato é que temos os olhos na frente da cabeça e não dos lados como na maioria dos animais.

As duas linhas são do mesmo comprimento, mas as setas nas extremidades da linha criam a ilusão que a linha da esquerda é mais comprida. A distorção da perspectiva é criada no cérebro e não no olho. Esta ilusão é chamada "Ilusão Miller-Lyer".

Mova seus olhos sobre a figura. Você terá a sensação que a imagem está mudando constantemente. Para cada instante que isto acontece, a nova imagem sobrepõe sobre a anterior, causando uma ilusão de ótica.

Tampe seu olho direito e olhe no ponto vermelho com o seu olho esquerdo. Permaneça olhando no ponto, enquanto, lentamente movimenta-se mais perto ou mais longe da tela. Você descobrirá o ponto cego na sua visão quando o ponto verde desaparecerá completamente.
Isto é causado quando a imagem atinge a parte do olho onde o nervo ótico liga o olho ao cérebro. Neste ponto não existe receptores visuais que são os bastonetes e cones. Como você tem dois olhos, compensa o ponto cego do outro lado.

Concentre-se sobre a luz azul do semáforo por 40 segundos. Em seguida, olhe no quadro branco ao lado. Você deve ter visto as cores corretas do semáforo. Isto acontece porque as células foto-sensitivas dos nossos olhos ficam cansadas e perdem a sensibilidade para aquelas cores: verde, azul e vermelho. Na imagem posterior, as cores suplementares substituem as cores verdadeiras no fundo preto. O verde torna-se vermelho e o amarelo e o vermelho tornam-se verdes.

VOCê SABIA QUE...

A "luz negra", geralmente observada em boates, na realidade emite uma pequena porcentagem de luz violeta e uma grande porcentagem de raios ultravioleta, invisível ao olho humano. Entretanto, alguns materiais denominados fotoluminescentes, absorvem os raios ultravioleta e devolvem ao ambiente raios com freqüências menores, na região do violeta. Essa fluorescência permite efeitos luminosos interessantes, como aqueles observados em boates.
Pela mesma razão alguns sabões em pó "lavam mais branco": após a lavagem, a roupa reflete a parte visível dos raios solares e também transforma o ultravioleta em visível. Portanto, essa peça de roupa emite mais luz visível do que recebe: "é mais branca". Entretanto, isso não significa, necessariamente, que esse sabão deixe a roupa mais limpa do que os outros.
Ao olharmos para uma fonte de luz pontual, como por exemplo as luzes de uma cidade a noite, geralmente, observarmos a deformação dessa fonte em nossos olhos (como o desenho de uma estrela de natal). Esse é um exemplo simples do comportamento ondulatório da luz. Ela é difratada ao passar pela pupila do olho, ou por entre os cílios quando os olhos estão entreabertos. A pupila do olho é preta, mas fica avermelhada em fotos tiradas com "flash".
O olho humano é como uma câmara escura com um orifício, na pupila a luminosidade é maior fora do que dentro do olho, nós enxergamos a pupila preta. Entretanto, o fundo do olho, a retina, é intensamente irrigado por vasos sanguíneos, o que lhe dá uma cor vermelho-alaranjada. Por isso quando uma luz intensa, como o "flash" de fotografia, entra no olho, a cor vermelha é preferencialmente refletida. Isso deixa a pupila avermelhada nas fotografias.

Ao observarmos estrelas no céu, às vezes, temos a sensação de só conseguirmos enxergar aquelas mais fracas quando não olhamos diretamente para elas, mas um pouco ao seu lado. Isso ocorre porque em nossos olhos, as células mais sensíveis a pouca luminosidade, os bastonetes (células fotorreceptoras da retina. Mais abundantes nas regiões periféricas que processam uma visão de contornos, de contraste claro-escuro, em condições de baixa luminosidade), se situam na periferia de uma parte da retina, onde normalmente formam-se as imagens nítidas. Por esse motivo, algumas pessoas que dizem ver vultos durante a noite podem estar diante desse fenômeno.

Bastonetes e cones, as células fotossensíveis da retina, são assim chamados devido à forma de suas partes superiores. Os bastonetes vêem bem quando já pouca luz e enxergam tons de cinza. Os cones funcionam bem na claridade, mas reagem com rapidez e enxergam detalhes e cores.
Existem cerca de 125 milhões de bastonetes em cada olho, espalhados sobre a maior parte da retina. Sua sensibilidade à luz é 100 vezes maior do que a dos cones. Cada bastonete contém milhões de moléculas de um pigmento sensível à luz chamado rodopsina (ou púrpura visual). Quando a luz incide sobre uma molécula de rodopsinha, ela gera um minúsculo sinal elétrico. Esses sinais são acumulados até serem suficientes para desencadear uma mensagem nas células nervosas da retina.
Durante o dia, a púrpura visual é gradualmente consumida. Ela é substituída à noite, num processo em que é necessário a a vitamina A. Por isso a falta dessa vitamina na dieta pode levar à deficiência visual em condições de pouca luz (cegueira noturna).
Existem cerca de 7 milhões de cones em cada olho. Eles são menos e mais espessos do que os bastonetes, reagindo à luz quatro vezes mais rápido. Há três tipos de cone, cada um deles contendo um pigmento visual diferente, que responde à luz de um comprimento de onda diferente. Um responde a ondas longas (cores vermelhas), outro a ondas médias (cores amarelas e verdes) e um terceiro a ondas curtas (cores azuis e violeta).
Perto do centro, no fundo da retina, há uma área muito sensível chamada fóvea ou mancha amarela, com cerca de 1 mm de diâmetro. Aí não existem bastonete, e os cones são mais estreitos e estão mais juntos. Cada célula ganglionar está ligada a apenas alguns cones. Quando você olha de frente para um objeto, a imagem cai sobre a fóvea, onde a visão é precolorida. O cérebro recebe mais informações da fóvez do que de todo o resto da retina.
Fora da fóvea, a retina contém principalmente bastonetes, chegando a ter até 300 deles ligados a uma única célula ganglionar. A visão que vem dessa área é precisa e em preto e branco (tons de cinza).
A área total do que enxergamos com os dois olhos é chamada campo visual. Cada olho vê uma imagem mais ou menos circular do mundo. Mas essas imagens não são bem as mesmas, porque cada olho vê as coisas de um ângulo ligeiramente diferente. Quando as duas imagens se sobrepõem, o cérebro compara as diferenças entre elas, como parte da análise de profundidade, que vai produzir a visão estereoscópica. A visão é muito clara na área onde as imagens se sobrepõem, porque aí está chegando ao cérebro o dobro de informações. O que um dos olhos deixa de ver é visto pelo outro. O campo visual dos dois olhos juntos tem a forma rudimentar de uma lente de óculos, mas só um olho vê cada lado da parte central inferior do campo visual, porque a visão do outro olho é bloqueada pelo nariz.
Em cada olho, existem campos visuais separados para os vários tipos de bastonetes e cones, porque essas células têm uma disposição diferente na retina. O campo visual dos bastonetes é o maior, embora seja fraco no meio, porque existem poucos bastonetes no centro da retina. O campo visual dos cones verdes é o menor de todos, porque essas células estão muito juntas, no centro da retina. Embora cada cone seja sensível principalmente a uma das três cores, possui também algumas moléculas dos outros dois pigmentos visuais. Assim, existe alguma complementação e combinação das cores que vemos.
Só temos visão exata das cores quando olhamos diretamente para um objeto e a imagem incide na fóvea. Os bastonetes, espalhados pelo resto da retina, vêem principalmente movimento e formas sem cor e menos nítidas. Essa é a chamada visão periférica. Um movimento súbito detectado pelos bastonetes nos limites do nosso campo visual pode fazer os olhos girarem. Desse modo, a imagem incide na fóvea, o que nos permite examiná-la com mais detalhes.
Nossos olhos parecem não se mover quando olhamos fixamente para alguma coisa. Mas as pesquisas têm mostrado que eles se movimentam rápida e continuamente em torno do centro da cena, em ziguezague, para que a imagem de cada parte do que é visto caia sobre a fóvea pelo menos por um instante. Quando olhamos o rosto de uma pessoa, por exemplo, o nosso olhar desloca-se continuamente, para examinar diversas vezes cada parte do rosto, sobretudo os olhos. Se observamos uma pessoa enquanto fala, a tendência é que nosso olhar se concentre sobre sua boca.

Não sabemos ao certo a origem dessa frase, mas com certeza, ela pode ter uma explicação física. Ocorre que a noite, quando a luminosidade é pouca, o olho humano é mais sensível à região azul do espectro da luz, menos sensível ao amarelo e menos ainda ao vermelho. Além disso, com baixa luminosidade, as células responsáveis pela visão colorida, os cones, são muito menos sensíveis do que os bastonetes que distinguem apenas as diferentes intensidades de brilho e, portanto, correspondem à uma visão em preto e branco. Assim, de modo geral, todas as coisas ao nosso redor adquirem uma tonalidade cinza (ou parda) quando a luminosidade do ambiente é fraca. Nas guerras, pessoas daltônicas muitas vezes foram usadas para descobrir camuflagens.
O olho humano normal possui três tipos de células (os cones) que permitem diferenciar as cores entre si: uma delas é sensível à luz vermelha, outra é sensível à luz verde e outra, à azul. Essas três cores combinadas em maior ou menor intensidade resultam numa infinidade de tonalidades que enxergamos. O olho daltônico, entretanto, tem falta de um ou, em casos mais raros, de dois tipos de cones. Por isso, o daltônico não enxerga as mesmas cores que a maioria das pessoas enxergam. Como a maior parte dos objetos que vemos, na realidade, refletem luz de várias cores que, juntas, resultam na cor característica do material, para o daltônico, o verde de uma camuflagem não terá o mesmo tom do verde de uma mata.
Muitos animais possuem a visão em preto e branco. Alguns deles, entretanto, enxergam melhor do que o homem, como por exemplo a águia (daí vem a expressão "enxergar com olhos de águia"). Outros, como o rinoceronte, são extremamente míopes. Mas o mais interessante é que vários animais enxergam uma parte dos raios infravermelhos. Isso lhes permite caçar durante a noite, já que um corpo emite raios infravermelhos conforme a sua temperatura.
A visão em três dimensões (ou esterioscópica) depende muito do fato de possuirmos dois olhos (visão binocular). Você pode verificar que, ao fechar um de seus olhos, perderá grande parte da noção das distâncias entre os objetos. Isso ocorre porque os dois olhos captam a imagem do mesmo objeto de posições diferentes, devido à distância entre os olhos. Essas duas imagens são superpostas no cérebro, o que dá a sensação de 3D.
Na realidade, existem outros fatores que influenciam na visão tridimensional, tais como a observação de paralaxe entre objetos e a comparação entre os seus tamanhos.

O NOSSO CÉREBRO É COMPLEXO

A visão é um sentido péssimo, funciona muito mal. Mas é muito difícil a gente se convencer disso, porque a gente vive movendo os olhos o tempo todo. Ela só é boa na região central. Mas como a gente move os olhos o tempo todo, a gente enxerga, a gente, digamos, varre o mundo o tempo todo movendo os olhos. Então, você usa essa única porção que trabalha realmente bem. Você usa isso para compor uma imagem.
Todos esses testes incluídos neste site são semelhantes no sentido de propor uma imagem que engana o cérebro. O cérebro é enganado à medida que você oferece a ele, através dos olhos, um esquema de imagens, formas e de padrões repetitivos. Nós estamos freqüentemente enxergando coisas diferentes da realidade e algumas vezes essas imagens falsas ficam para sempre.
Nossos olhos se mexem o tempo todo. Estes movimentos são chamados de micro nistagmos. É o movimento leve, de cada um dos olhos, sempre acontecendo. Quando os olhos se movimentam no micro nistagmo, você tem a possibilidade de ver em movimento alguns objetos que estão parados. Isso é fundamental para a manutenção da visão. Sem esses movimentos involuntários, a gente iria enxergar muito mal.

FAÇA O SEGUINTE TESTE:

Fique de frente para uma porta, estique o braço paralelamente a porta fechando os dedos e deixando apenas o indicador esticado. Agora deslize o braço de modo a tocar a ponta da maçaneta com a ponta do indicador. É importante que a maçaneta seja em L. Agora tape um dos olhos e faça o mesmo movimento. Você verá que não consegue acertar a ponta da maçaneta. Ficamos sem precisão na noção da profundidade do nosso campo de visão.

Pessoas com percepção normal enxergam a letra O; pessoas com deficiência para percepção das cores vermelho e verde vêem a letra Q; pessoas com ausência de percepção de cores não conseguem fazer a leitura das letras.
Como a informação visual é processada pelo cérebro, o primeiro passo é dizer: Apenas a mente tem visão; todas as outras coisas são cegas.
Ao ser recebida, a informação visual passa por vários níveis gradualmente mais abstratos. No nível de entrada, a retina, que é na verdade, um pedaço do cérebro que migra para o olho durante o início do desenvolvimento fetal, processa a informação antes de direcioná-la para o córtex, mais especificamente no lobo occipital. As camadas neurais da retina não estão apenas passando adiante impulsos elétricos; elas também ajudam a codificar e analisar a informação sensorial.
Os raios luminosos entram pela pupila, atravessam o cristalino, uma lente gelatinosa, sofrem convergência e vão incidir sobre a retina. Nela, existem neurônios que captam a luz e jogam os estímulos visuais no nervo ótico que os conduzirá ate a área mais importante da visão: o lobo occipital, situado no cérebro.
A imagem que se formou na retina é invertida e será decomposta de acordo com o formato e a cor. As linhas verticais caminham por um circuito de neurônios ate o centro da visão, onde a imagem será remontada.
Quem realmente enxerga não é o olho e sim o cérebro, já que ele monta as imagens e estabelece relações com a memória, o que permite saber se estamos vendo um corpo, um cachorro ou uma pessoa.
Essa decomposição da imagem em vários fragmentos é muito importante. Sem ela só seríamos capazes de entender os objetos ou seres se víssemos integralmente. Por exemplo, quando vemos um pedaço do rabo de um animal virando a esquina, não precisamos vê-lo inteiro para saber que se trata de um cachorro ou de um rato.

Concluímos que são fundamentais à percepção da cor o instrumento da visão: olho e o cérebro, que é quem realmente vê; já que é ele que interpreta os estímulos recebidos.
A percepção da cor em si não se resume somente no que vemos, mas à interpretação individual e mais ainda, a percepção que ocorre nas pessoas que não possuem o sentido da visão que se utiliza de outros dos nossos sentidos, como o tato.